07 Janeiro 2012

O som do silêncio



O mundo lá fora está cada vez mais barulhento. Existem muito mais pessoas querendo falar em comparação com aquelas dispostas a ouvir. Parece uma briga e em muitos momentos do cotidiano vira até guerra. É o caso do som ensurdecedor de uma sinfonia nada agradável tampouco harmônica de um trânsito em horário de pico. Uma festa abastecida de bebidas e muitas conversas paralelas feitas em grupos. O quinto dia útil numa agência bancária. Com tanto caos por ai, o tempo se torna algo cada vez mais escasso. Se vai com uma rapidez impressionante como se minutos tivessem a velocidade de segundos.

No entanto, quando uma voz se cala poucos realmente notam sua ausência. E quando notam, apenas tentam trazê-la de volta ao jogo mesmo sem saber o porque do sumiço aparentemente repentino do seu som. O mais engraçado de toda essa história é o incômodo das pessoas com o silêncio como se esse fosse uma novidade ou até mesmo uma transgressão. 

Você trapaceia as regras do jogo e ao mesmo tempo se protege. Seria então um crime defender sua própria natureza? 

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06 Janeiro 2012

Um novo tempo



Faltavam poucos minutos para que tudo acabasse. Alguns fogos de artifício já anunciavam aquele fim esperado por todos. Era inevitável como todos os outros finais de ano. Aquele momento nada mais era do que uma virada de página para iniciar um novo capítulo. E então houve o momento em que o ano de 2011 deu seus últimos respiros e se foi para sempre ficando vivo apenas nas lembranças de quem viveu cada um dos seus 365 dias. Agora, o momento é especial. Hora de renascer e renovar. Oportunidades se abrem como janelas permitindo a entrada do sol no seu quarto.

Pode até parecer clichê falar em mudança e renovação tendo em vista a temática de um ano novo, mas mesmo assim é inegável o fato de que alguma coisa acontece no interior de algumas pessoas após a virada dos ponteiros. É uma sensação de esperança brotando dentro do coração, algo que dá uma vontade de reagir diante dos erros e tentar consertá-los de vez.  

É muito mais que uma segunda chance. Trata-se de uma oportunidade de fazer uma nova escolha, abrir outro caminho e assim escrever outro capitulo de sua história. Se está certo ou errado, isso só o tempo, e apenas ele, poderá responder com certeza.

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18 Dezembro 2011

Só de passagem...




A vida está sempre em movimento. Tudo caminha para uma direção. Você pode até permanecer durante um certo período dentro de um contexto, mas até mesmo esse está se transformando continuamente em alguma coisa. O que pode ser é apenas uma questão que representa sua curiosidade, ou seja, uma vontade de imaginar uma infinidade de caminhos prováveis. Nesse meio tempo, o que dizer então sobre as pessoas que você conhece em cada fase da sua vida? Como elas te marcam e o que você aprende com elas?

O fato é que os bons momentos sempre deixam mais saudade. Alguns deles vêm à tona num dia chuvoso e ganham como resposta um simples sorriso ou até mesmo um riso. Pra compensar, você sente vontade de repetir, mas sabe que agora o tempo é outro. Nem tudo é mais como era antes. Mesmo assim, o passado sempre retorna de algum modo como se algum ciclo de sua vida, o qual você julgava ter encerrado, voltasse com algumas modificações. Talvez sejam apenas coincidências, uma obra do acaso ou uma nova chance de você aprender uma lição importante.

Todos temos histórias pra contar. A nossa vida é como um livro cheio delas. Algumas têm seus capítulos encerrados por motivo de força maior enquanto outras simplesmente fazem parte de um rito de passagem. As mudanças de escola, de emprego, de casa são exemplos de situações que transformam a rotina e nos forçam a encarar uma nova realidade. A adaptação nunca é fácil assim como tudo que se começa nessa vida. Você pode começar com todo otimismo e boa vontade de mundo, mas sempre terá ao seu lado a certeza de que passar por dificuldade será inevitável.

É fato: ninguém gosta de despedidas. Seria bem melhor se o tempo congelasse sempre na melhor parte de cada relação. Mas, como disse antes, há sempre algo em movimento e em transformação. É como uma força da natureza. É difícil aceitar ou até mesmo gostar dessa idéia em alguns sentidos. Veja o exemplo de uma amizade que, no inicio, era muito boa, mas que tem perdido um pouco do seu brilho num certo espaço de tempo. É possível simplesmente aceitar essa situação? Se a resposta for positiva, talvez seja bom ter em mente que ao lado dela ficará uma certa angústia como companhia. Uma espécie de dor por um fim inevitável.

No entanto, se a sua resposta for não, vale lembrar um detalhe muito importante sobre qualquer relação que construímos: os laços. Você pode ficar meses sem falar com aquela pessoa querida, mas sabe que pode contar com ela. Talvez a distância altere um pouco a relação, mas dificilmente abalará a amizade se o laço que une vocês for forte e seguro. É como se esse tipo de amigo fosse um irmão que seu coração escolheu, alguém que sempre terá um lugar cativo nas suas memórias.

Sei que pode parecer meio clichê, mas é como dizem por ai: existem pessoas que entram e saem de nossas vidas, mas não é por acaso que permanecem. 

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11 Dezembro 2011

Ser adulto


Fonte da imagem:  clique aqui


Ser adulto é uma incógnita. Posso ser rotulado de imaturo por afirmar que se trata de um mistério algo considerado tão simples pela sociedade, mas, sinceramente, não me importo. Atualmente, estou com 27 anos e ainda procuro compreender o que realmente significa isso, pois desde que me conheço por gente acredito que essa idéia está ligada basicamente a questões como responsabilidade, maturidade e experiência. Em outras palavras, é quase como um sinônimo disso tudo.

No entanto, quanto mais o tempo passa e observo o mundo a minha volta percebo que talvez essa questão não seja tão simples quanto alguns ditos adultos fazem parecer de forma tão imperativa. Entendo que a sociedade tem uma necessidade natural de rotular as coisas de forma que os significados sejam como coisas exatas. É como se não existissem espaços para serem discutidos e/ou refletidos. Uma definição final e pronta. Por causa dessa mentalização fechada, algumas pessoas fecham seus olhos para as falhas deste sistema. Afinal de contas, como explicar a existência de tanta ``gente grande`` se comportando com tanta idiotice e infantilidade?

É óbvio também que a simples adição de algumas décadas de idade não é correspondente a ter maturidade. E lamentavelmente com esse ``pacote`` vêm um maldito orgulho que impede algumas pessoas de serem capazes de admitir seus próprios erros e assim assumir que ainda tem muito o que aprender nessa vida. Aliás, se há algo tão real quanto o solo em que se pisa é o fato de que o aprendizado nunca termina. Não importa quantos anos você tenha, sempre haverá algo que você ainda não sabe. Além disso, seus professores nem sempre serão mais velhos que você.

Do mesmo modo que temos muito que aprender com os mais velhos, também há muita coisa que uma criança ou até mesmo um adolescente pode ensinar, isso independente do seu tempo de vida. Isso acontece porque todas as nossas experiências de vida são únicas ao seu modo. Todos temos vivências diferenciadas e, dentro delas, particularidades que as tornam valiosas como lições de vida. Vejam o exemplo de alguém que começou a trabalhar mais cedo do que os outros. Muito provavelmente essa pessoa tenha feito isso por uma questão de necessidade. Talvez tenha sido algo próximo do que muitos gostam de chamar de ``o homem da casa``, aquele que paga as contas e põe comida na mesa. Isso não o torna mais adulto do que os outros. Com certeza, deve ter aprendido bastante sobre como ser mais responsável em vários aspectos, mas, mesmo assim, não sabe de muita coisa, pois sua experiência ainda é limitada a um determinado contexto enquanto há tantas coisas que poderiam ser aprendidas se não tivesse que escolher este caminho.

Nesse sentido, é importante sermos realistas, pois isso é fundamental para o crescimento de qualquer pessoa. No mundo dos sonhos, os limites são estipulados pela própria imaginação. Ou seja, você pode voar a vontade, como e quando quiser. Já no mundo real, as coisas são totalmente diferentes. É preciso colocar os pés no chão antes de qualquer coisa. Enfim, encarar a realidade nunca é uma tarefa fácil tampouco prazerosa. Aceitar que nem sempre temos controle de tudo faz parte disso assim como ter que lidar com situações inevitáveis de perda e dor. Por isso, é impossível separar o mundo em tons de preto e branco quando nitidamente há certos tons de cinza por ai.

Sendo assim, devemos aceitar a ação natural do tempo. Tudo tem começo, meio e fim. Um ciclo precisa terminar para que outro comece. Filhos nascem, crescem, alguns se tornam pais, assumem responsabilidades e escrevem suas próprias histórias de vida. Um ciclo inevitável no qual a fase adulta é um capitulo importante.
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27 Outubro 2011

Sensação de deslocamento social



A carta fora do baralho. O estranho no ninho. Alguém sobrando. Quem é que nunca ouviu falar de nenhuma dessas e outras expressões que servem para representar a sensação de deslocamento social? Na minha opinião, todo mundo. Muita gente pode até discordar dessa afirmação por achar que estou generalizando, mas acho difícil acreditar que não exista ninguém nessa vida que não tenha se sentido deslocado em algum ambiente ou situação especifica. É fato: nem sempre dá pra se sentir à vontade em todos os lugares e a todo o momento. Às vezes você não tem todas as ferramentas certas para a interação dar certo e não sabe como se sentir menos desconfortável. Em outras vezes, é apenas o seu jeito de ser mesmo.

Ah, o jeito de ser, essa coisa tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexa de se entender, principalmente para quem adora/ama de paixão tirar conclusões de forma precipitada. Um exemplo que simplesmente fortalece isso é quando você está com outras pessoas e todos estão agindo de um modo muito parecido. De repente, os ``holofotes`` se acendem e viram-se pra você se tornar o foco da discórdia. ``Como é que pode você não tomar café a tarde?``, ``Porque está usando a mão esquerda se você é destro?``, ``Nossa, você é o único que não está bebendo cerveja. Bah, que careta``. Esses são apenas alguns poucos exemplos dentre inúmeros. Eu sei que cada um também deve ter os seus, afinal tomar uma atitude diferente não é uma exclusividade minha ou sua, por incrível que pareça. Aliás, são justamente esses tipos de atitude que levam uma pessoa deslocada a ganhar a alcunha de chata e ser alvo de piadinhas que, em sua grande maioria, não são nem um pouco engraçadas.

No entanto, sentir-se deslocado vai muito além de tomar uma atitude diferente e perfeitamente natural, condizente com sua realidade. Isso também tem a ver com a timidez. E ser tímido não é necessariamente ruim. É algo que tem suas qualidades. Para alguns, é como uma característica admirável por trazer consigo a reflexão e a habilidade de saber ouvir. Mas também tem o lado ruim como quando você deve ir a uma confraternização e interagir com pessoas diferentes sem saber como ou então quando você vai a um lugar pela primeira vez e vivencia experiências inéditas ao lado de pessoas com mais experiência que você nesse tipo de ambiente. O que fazer quando não há roteiro? Como jogar quando não se sabe as regras e ninguém se dá o trabalho de explicar? E a última (e melhor) pergunta: você está preparado para TODO tipo de surpresa???

É obvio que é muito mais fácil interagir quando existe alguma afinidade. Pode ser qualquer coisa, desde que seja boa o bastante para garantir uma conversa descontraída. Afinal de contas, ninguém nesse mundo sente prazer real em ficar apenas ouvindo sobre coisas chatas ou assuntos que não sejam tão interessantes no momento. Em outras palavras, interagir é como uma obra de mágico, cheia de surpresas e com detalhes que vez ou outra passam desapercebidos. Você nunca sabe exatamente o que pode acontecer. Inclusive, em alguns casos bem raros pode existir alguém que tenha a percepção de ver que uma pessoa não está se sentindo bem à vontade e assim resolver traze-la para o meio da conversa. Isso pode ser feito de várias maneiras, seja fazendo alguma brincadeira que te deixe inicialmente sem graça ou apenas te chamando para algo que seja do seu interesse.

Bom, nem tudo é perfeito. Às vezes você tem que se jogar numa situação de olhos fechados e ver no que vai dar. O risco existe e é real assim como as possibilidades de acertos numa situação nova. O que sobra depois disso é o aprendizado, talvez a melhor compensação para quem já se sentiu deslocado.
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22 Setembro 2011

A luz da vida

 

E houve um dia como nenhum outro, quando uma vida ganhou forma, sentido e nome. Uma data especial marcada pra sempre na memória graças a um nascimento muito aguardado. O som de um choro ingênuo anuncia a chegada deste pequeno anjo ao mundo. Seus olhos ainda estão semi-abertos. Não tem pressa para desvendar esse mundo tão vasto e complexo quanto à vida. Por enquanto, tudo ainda é simples como o leve abrir e fechar de uma mão.

A sua existência é fruto do amor sincero e verdadeiro. É como na natureza. Você planta uma semente, cuida, protege até que uma grande benção se faça presente: o nascimento. Isso mostra o quanto à vida em si é algo maravilhoso. Um presente dos céus. Um incrível aspecto humano de uma vida dar luz à outra. Por isso, admiro tantos as mulheres. Posso não ser capaz de compreender totalmente seu universo, mas mesmo assim admiro essa força tão grande aliada a tantas outras qualidades como a incrível habilidade de amar um ser tão doce como um bebê. Nessas horas, você vê que o coração feminino realmente não tem tamanho, pois dele parte o dom de cuidar e proteger com maestria.

Sendo assim, não é a toa que junto do nascimento de uma criança venha uma oportunidade inevitável para que todos a sua volta se sintam tocados. Pode até se dizer que você renasce ``novinho em folha`` por causa disso. Afinal de contas, pegar no seu colo alguém tão belo, puro, inocente e frágil como um bebê faz você pensar na vida de um modo geral. De fato, isso é muito significativo.

Enfim, escrevo esse texto como forma de homenagem a minha sobrinha Anna Beatriz que nasceu numa quinta-feira, 15 de setembro. Também aproveito para deixar as minhas boas-vindas e o desejo de uma vida muito feliz cheia de alegria, saúde, amor e paz. Que a sua luz brilhe nos dias mais claros e nas noites mais densas iluminando a todos com sua presença.

Tio Marcus Vinícius
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07 Setembro 2011

Músicas grudentas





Por um acaso, já aconteceu de você ligar a televisão, o rádio ou navegar pela internet e descobrir alguma banda tocando a sua música de trabalho? Se a resposta for sim, provavelmente você deve ter se deparado com algo que só de ouvir uma vez já ficou ``grudado na memória``. Isso com certeza já aconteceu com todo mundo. Tem gente que até fica com o refrão na cabeça mesmo não gostando nem um pouco do conteúdo. E em outros casos, aquela melodia fácil de memorizar acaba te envolvendo e você simplesmente acaba gostando dela.

Um exemplo disso está no motivo que me levou a escrever este post. Tudo começou nessa segunda-feira, 5 de setembro. Estava sem computador por motivos técnicos e assim como todo usuário acostumado a uma rotina, fui ``forçado`` a buscar outros caminhos alternativos para passar o tempo livre. O horário era mais ou menos 19:28, se não me falha a memória. Aproveitei para assistir televisão e fui logo para um dos canais que sempre gostei, a MTV. Já fazia muito tempo que tinha perdido o hábito de assistir videoclipes, mas nesse dia resolvi dar uma chance para conferir o que tinha de novo por lá. Muita coisa mudou desde a época em que assistia o Disk MTV, programa que agora tinha como seu substituto o Top 10. A idéia é basicamente a mesma: apresentar os clips que estão no topo das paradas musicais e na preferência do público. É o caso do novo sucesso da banda Fake Number.

Fiquei muito curioso quando ouvi o nome. Primeiro achei que fosse uma banda estrangeira, provavelmente americana. Depois, quando o clip da música Primeira Lembrança começou e a vocalista Electra cantou ``A sua primeira lembrançaaaaa, whoaaaa...``, a dúvida obviamente se dissipou num segundo sendo substituída pela curiosidade de ouvir a música até o final. Valeu a pena. Gostei mesmo e o efeito disso foi representado pela vontade de conhecer mais sobre eles. Recomendo algumas músicas como 4 mil Horas, Platônico, Aquela Música, entre outras.





Isso me faz lembrar um aspecto muito interessante da música pop: a diversão. Você pode até gostar do conteúdo de uma música quando sente que a letra fala diretamente pra você. A identificação contribui ainda mais para uma relação de carinho com o que está sendo cantado. No entanto, o que sobra quando você gosta de algo, mas não se identifica diretamente? Bom, esse é o meu caso. E a resposta faço questão de dizer sem medo de ser feliz. Eu adoro cantar, mesmo não tendo voz nenhuma pra isso. É muito divertido decorar uma letra legal, tentar cantar de forma parecida e imitar alguns trejeitos de quem canta, seja esse um cantor uma cantora. Alguns até preferem dançar, dependendo do ritmo.

Enfim, o que tenho pra dizer com todo este texto é que se você encontrar uma música ``grudenta`` assim como Primeira Lembrança, simplesmente curta sem medo de ser feliz. Aproveite ao máximo e se permita conhecer algo novo, fora do habitual, pois no final você pode até acabar gostando muito.




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24 Agosto 2011

A descoberta




O dono de um pequeno comércio, amigo de um grande poeta, abordou-o na rua:
- Meu querido amigo, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal?
O poeta então apanhou um papel e escreveu:
"Vende-se uma encantadora propriedade, onde os pássaros cantam ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e mareantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda."
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!!
Desconheço o autor.

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