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21 março 2020

Um olhar sobre os 20 anos do Acústico MTV - Capital Inicial



O começo dos anos 2000 foi como nenhum outro para muita gente, inclusive para este blogueiro que vos fala. Em 21 de Março de 2000, nascia o Acústico MTV do Capital Inicial. Por conta de seu aniversário de 20 anos, não podia deixar de fazer alguns comentários sobre o quanto o CD dessa banda impactou minha adolescência de forma especial. Até aquele ano, eu não tinha uma banda nacional favorita do tipo de ouvir e gostar de praticamente de todas as músicas. Muitas pessoas que estão lendo isso agora podem questionar essa afirmação e aproveitar para julgar meu gosto musical, mas no momento não me importo com isso. O que realmente me importa é comentar sobre as músicas que fizeram parte desse renascimento no mundo da música deles.

"O Passageiro", a versão de Dinho Ouro Preto e Bozzo Barretti para "The Passenger" do Iggy Pop, é certamente uma música que não dá pra passar batido (com o perdão do trocadilho) seja pela letra ou pela releitura feita por conta do acústico. Já perdi a conta de quantas vezes ouvi ela como uma trilha sonora para um pequeno filme de alguém observando o mundo ao seu redor a noite. 

"Entre no meu carro
Nós vamos rodar
Seremos passageiros da noite
E veremos a cidade em trapos
E veremos o vazio do céu
Sob os trapos dos subúrbios daqui" 


"O Mundo", assim como outras músicas do acústico, consegue te envolver facilmente e ainda manda um recado para pessoas que lidam com aquele velho problema de julgamento social. "Se eu for ligar para o que é que vão falar, não faço nada" é um trecho que dificilmente sairá da cabeça tão cedo depois de ouvir. Essa música também acaba se tornando um grito de autoafirmação principalmente para adolescentes em fase de construção de identidade.



Vou pular "Todas as Noites" que mesmo gostando muito não me marcou tanto quanto "Tudo Que Vai" que vem logo em seguida. Essa é uma das poucas músicas inéditas do acústico e de tão maravilhosa, ao meu ver, deve ter sido um presente para os fãs que a ouviram pela primeira vez no dia da gravação. Sobre ela, prefiro não citar trechos ou falar sobre a melodia que casam perfeitamente entre si. O mais importante é a sua mensagem que na minha interpretação fala sobre nossa relação com a memória, apego ao passado e como nos sentimos em relação a tudo isso.  



Ao meu ver, "Independência" é o tipo de música que tem um conteúdo mais politico e que pode ser usada para diversas situações em que precisamos reclamar da situação do nosso país. Junto com ela, endossam o coro dessa vibe politizada da banda o trio de músicas que eram do Aborto Elétrico: "Fátima", "Música Urbana", "Veraneio Vascaína".

Voltando a ordem, temos "Leve Desespero" que é uma música cuja letra também evoca um grito. Dessa vez, o que está sendo gritado é um pedido de socorro seja para fugir de momentos de agonia, tédio ou de confusão mental. Na minha interpretação, é um pouco de tudo isso além de um exemplo de como músicas como essa podem nos deixar livre para falar o que nem sempre conseguimos expressar com nossas próprias palavras. 

"Talvez se você entendesse
O que está acontecendo
Poderia me explicar
Eu não saio do meu canto
As paredes me impedem
Eu só queria me divertir"



Agora chegou o momento de falar de uma música com participação especial. O problema é que faltam palavras para expressar o quanto eu amo ela. Mesmo tendo ouvido uma "imensidão" de vezes, ela nunca perdeu seu brilho. 

"Eu Vou Estar", Dinho Ouro Preto divide o espaço com Zélia Duncan que entra de forma tão marcante que fica difícil imaginar a música sem ela. É lindo rever esse momento ou simplesmente só ouvir. De tão única, esta pérola do acústico fica conosco em vários momentos e de várias formas. Parafraseando a própria letra, aonde menos esperar ela com você vai estar. 



Composta por Kiko Zambianchi, "Primeiros Erros (Chove)" é uma das músicas mais conhecidas da banda. Algum tempo depois, descobri uma versão dela pela voz da Simony, o qual não gostei muito pelo meu apego a versão do Capital. Assim como "Eu vou estar", esta música também é um caso do qual as palavras não são suficientes para expressar o amor que tenho por ela. Nessa versão, as palavras parecem que nasceram para terem sido cantadas pela voz do Dinho e isso faz com que fique mais marcante ainda a mensagem dela que fala sobre a nossa relação com os erros do passado. 



"Cai a Noite" é o exemplo de música gostosa de ouvir, fechar os olhos e sentir o que a letra diz para cada um de nós. O trecho que diz "Quando a chuva cai nas noites mais solitárias, lembre-se sempre estarei aqui" ao meu ver é um dos mais bonitos. Entre outras possibilidades de interpretação, essa é  uma forma única de dizer com poucas palavras como uma lembrança pode se tornar um ponto fixo na nossa linha do tempo sem dificuldade justamente pelo fato de ser o registro de um momento único. 



"Natasha" é em poucas palavras uma historia musical. Não lembro se antes de ouvi-la eu já conhecia alguma música que contasse a história de uma garota livre que cai no mundo para experimentar possibilidades de uma vida louca. Só sei que tanto naquele ano como hoje continua sendo muito legal relembras as aventuras e desventuras dela que era Ana Paula e agora é Natasha. Falando nisso, recomendo que confiram o clipe da AVX PRODUÇÕES, uma produtora experimental da faculdade de comunicação e artes do CEUNSP- SALTO. 



Agora chegou a hora de falar daquela que talvez tenha sido meu primeiro amor musical: "Fogo". Talvez tenha arrebatado por ela na primeira "ouvida" ou pelo excesso de vezes em que a ouvi em uma mesma semana naquele ano. Só sei que foi "tão certo quanto o calor do fogo" me apaixonar por essa música. De certo modo, ela também define todo o carinho que tenho pelo Capital Inicial e as músicas dos cds que vieram depois também. Como também se canta em determinado trecho, "sem você não tem graça". 



Enfim, encerro esse longo passeio pessoal das minhas memórias musicais com uma pequena e breve história. Em 2001, tive a oportunidade de ir a um show do Capital em São Paulo. Apesar de algumas questões pessoais não terem dado certo, como não ter a companhia de um grande amigo naquele momento histórico pra mim, eu sempre vou lembrar daquele dia como a realização de um sonho. Infelizmente, não tenho nenhum registro que possa ser compartilhado aqui e lamento muito por isso. De qualquer modo, isto não importa agora. Só deixo aqui o meu agradecimento à MTV e ao fato de ter tido a oportunidade de conhecer através do acústico a minha banda favorita. 

Links:




30 junho 2013

Em busca da liberdade





Fonte da imagem: Nat em foco

``Senti como se o peso do mundo estivesse sobre meus ombros
Pressão para quebrar ou recuar em cada vez
Enfrentando o medo da verdade, eu descobri
Sem dizer porquê, tudo isso vai dar certo
Mas eu cheguei muito longe pra voltar agora``






  
A gente se conheceu durante uma cena do filme Django livre. Você se apresentou como uma melodia e isso foi sensacional. Cada detalhe do seu som casava perfeitamente com a emoção transmitida naquelas imagens. Seu nome em português é Liberdade e sua letra é tão bonita quanto o tema em si. Bom, caros leitores, toda essa singela descrição é apenas para falar dar música Freedom, de Anthony Hamilton e Elayna Boynton.

De acordo com a tradução da letra, ela fala sobre ser livre, lutar, sair da prisão e quebrar as correntes que nos impedem de voar pelo mundo. Não é a toa que faz parte da trilha sonora de um filme que fala sobre um escravo negro récem-liberto. No entanto, acho muito restritivo limitar a força da letra dessa música para apenas um tema. E digo isso tendo em vista o poder das palavras para traduzir o sentimento de pessoas que se sentem aprisionadas de diversas formas. Afinal de contas, uma prisão para ser considerada como tal não precisa de grades de ferro. Existem muitas outras formas de se sentir preso dentro de si mesmo. Por exemplo, quantas pessoas por ai não se sentem presas a uma rotina estressante, fazendo algo que realmente vai contra sua própria vontade e natureza pessoal, vivendo tristes e com medo? 


``Eu sei muito bem que isso não vêm fácil
As correntes do mundo parecem estar se apertando
Eu tento andar, mas estou tropeçando de um jeito familiar
Tentando me levantar, mas a dúvida é tão forte
Tem que haver asas em meus ossos ``

Acredito que para uma música ser considerada boa é necessário que ela toque o coração. Claro que todos os outros detalhes também são importantes, mas a letra se tornaria apenas um enfeite se não dialogasse com o sentimento. Por isso, graças a sua capacidade de emocionar as pessoas, ela pode até ficar marcada por se relacionar com um momento especifico e se tornar uma espécie de hino simbólico. Na minha opinião, nesse caso especifico trata-se de uma manifestação de esperança ou então de um grito de liberdade muito especial.





28 abril 2013

Encontro com a banda Fake Number






Tudo começou com um aviso de evento no facebook. Foi quando soube que a banda Fake Number teria um encontro com os fãs no parque do Ibirapuera as duas horas da tarde. Nunca imaginei que um dia  teria a oportunidade de conhecer uma das minhas bandas favoritas. Sendo assim, fui com a cara e a coragem até lá realizar esse sonho. E confesso pra vocês, foi muito legal.

Um exemplo disso é algo muito interessante que percebi quando cheguei: a proximidade deles com o  público. Todo mundo em volta, sentado ou pé, cantando junto com a vocalista Elektra músicas de sucesso como ``Primeira Lembrança``, ``Outro Mundo``, ``Último Trem``, entre outras que com certeza foram lembradas com carinho por todo mundo. 

Nesse sentido, faço questão de elogiar essa tipo de atitude. Sem estrelismos, sem barreiras ou espaços separando as pessoas. E como se isso não fosse o bastante, anda houve um momento em que eles chamaram o pessoal para ficar mais próximo. Sei que já disse isso antes, mas foi muito legal. Legal mesmo. Parecia que eramos todos amigos, mesmos os desconhecidos. Falando ainda sobre a consideração da banda para com seu público, não posso deixar de citar um detalhe que também me chamou a atenção na fan page deles: um aviso sobre a mudança de local. Primeiramente, seria no vão livre do MASP, mas devido a pedido de alguns fãs preocupados com questões de segurança o ponto de encontro foi alterado.

Para terminar meu relato sobre este dia tão especial, deixo o melhor por último. Quem acompanha este blog, talvez tenha lido o post Quando seu dia chegar que escrevi inspirado em uma das músicas da banda de mesmo nome. Pois então, fiz questão de entregar uma versão impressa do texto nas mãos da Elektra após tirar uma foto com ela. Se ela ou os outros integrantes já leram, eu não sei....ainda. Mas, de qualquer modo, fico muito feliz por tudo.






16 janeiro 2013

Quando seu dia chegar

Fonte: Blog Luz e arte fotografia



Um ano. 12 meses. 365 ou 366 dias. Independente da definição que podemos dar a esse período de tempo, o fato é que cada dia é diferente. Por exemplo, nunca haverá novamente uma quarta-feira igual a essa. E isso é bom, afinal de contas, a vida é um livro sendo escrito diariamente. Temos nossos capítulos importantes, nossas pausas (vírgulas), reviravoltas, momentos de superação e muitas outras coisas até chegarmos ao inevitável ponto final. No entanto, se há algo que se torna um diferencial na nossa história é a existência de um grande dia, aquele pelo qual devemos estar preparados quando chegar e fazer valer a pena cada minuto.

Existe um trecho da música ``Quando Chegar`` da banda Fake Number, que inclusive serviu de inspiração para este post, que diz exatamente o seguinte: ``Quando seu dia chegar, faça de tudo pra não deixar escapar. Vale a pena a sensação. Deu certo tentar``. Enfim, a letra fala exatamente disso, de você estar preparado para esta oportunidade e nunca desistir de lutar pela sua felicidade. Nesse sentido, vale a pena citar até outro trecho muito positivo que diz: ``E o que é seu, seu sempre será. Está guardado pra você e isso ninguém tira.``

O mais bonito de tudo isso está justamente nessa idéia de não perder as esperanças. Acreditar que dias melhores virão traz um estado de esperança e otimismo, pois mesmo o futuro sendo uma folha em branco,  ainda tem grande chances de ser cada vez melhor. Talvez não seja o grande dia tão esperado no qual um sonho será realizado, mas pode chegar próximo disso. E só de estar tão perto já é o bastante para nos deixar preparados. A partir dai, você saberá que tudo o que passou e aprendeu te levará para seu momento especial.

Por todos esses motivos, não podemos desanimar diante das dificuldades. A dor da derrota ensina muito e, ao contrário do que parece, não mata. Pelo contrário, fortalece. Apesar de tudo, são essas experiências que contribuem para o nosso amadurecimento e fazem valer ainda mais o sabor da vitória.  

07 setembro 2011

Músicas grudentas





Por um acaso, já aconteceu de você ligar a televisão, o rádio ou navegar pela internet e descobrir alguma banda tocando a sua música de trabalho? Se a resposta for sim, provavelmente você deve ter se deparado com algo que só de ouvir uma vez já ficou ``grudado na memória``. Isso com certeza já aconteceu com todo mundo. Tem gente que até fica com o refrão na cabeça mesmo não gostando nem um pouco do conteúdo. E em outros casos, aquela melodia fácil de memorizar acaba te envolvendo e você simplesmente acaba gostando dela.

Um exemplo disso está no motivo que me levou a escrever este post. Tudo começou nessa segunda-feira, 5 de setembro. Estava sem computador por motivos técnicos e assim como todo usuário acostumado a uma rotina, fui ``forçado`` a buscar outros caminhos alternativos para passar o tempo livre. O horário era mais ou menos 19:28, se não me falha a memória. Aproveitei para assistir televisão e fui logo para um dos canais que sempre gostei, a MTV. Já fazia muito tempo que tinha perdido o hábito de assistir videoclipes, mas nesse dia resolvi dar uma chance para conferir o que tinha de novo por lá. Muita coisa mudou desde a época em que assistia o Disk MTV, programa que agora tinha como seu substituto o Top 10. A idéia é basicamente a mesma: apresentar os clips que estão no topo das paradas musicais e na preferência do público. É o caso do novo sucesso da banda Fake Number.

Fiquei muito curioso quando ouvi o nome. Primeiro achei que fosse uma banda estrangeira, provavelmente americana. Depois, quando o clip da música Primeira Lembrança começou e a vocalista Electra cantou ``A sua primeira lembrançaaaaa, whoaaaa...``, a dúvida obviamente se dissipou num segundo sendo substituída pela curiosidade de ouvir a música até o final. Valeu a pena. Gostei mesmo e o efeito disso foi representado pela vontade de conhecer mais sobre eles. Recomendo algumas músicas como 4 mil Horas, Platônico, Aquela Música, entre outras.





Isso me faz lembrar um aspecto muito interessante da música pop: a diversão. Você pode até gostar do conteúdo de uma música quando sente que a letra fala diretamente pra você. A identificação contribui ainda mais para uma relação de carinho com o que está sendo cantado. No entanto, o que sobra quando você gosta de algo, mas não se identifica diretamente? Bom, esse é o meu caso. E a resposta faço questão de dizer sem medo de ser feliz. Eu adoro cantar, mesmo não tendo voz nenhuma pra isso. É muito divertido decorar uma letra legal, tentar cantar de forma parecida e imitar alguns trejeitos de quem canta, seja esse um cantor uma cantora. Alguns até preferem dançar, dependendo do ritmo.

Enfim, o que tenho pra dizer com todo este texto é que se você encontrar uma música ``grudenta`` assim como Primeira Lembrança, simplesmente curta sem medo de ser feliz. Aproveite ao máximo e se permita conhecer algo novo, fora do habitual, pois no final você pode até acabar gostando muito.




14 julho 2011

A voz da emoção

 

Acredito que uma boa música é aquela que toca você de alguma forma. Não importa o tema, a melodia encontra um meio de atingir este objetivo. O fato é que existe um conjunto de fatores que possibilita isso. Um deles é o que você sente enquanto ouve, pois seus ouvidos são como portas de entrada para receber esse tipo de mensagem. O som entra por eles e faz o caminho até chegar ao coração que, por sua vez, bate de acordo com o ritmo.

Graças a sua capacidade de interpretação, você não só sente essa vibração como alimenta sua mente para a criação de sonhos ou até mesmo cenários que combinem com a música. Confesso que é um exercício de imaginação bem divertido que torna tudo bem mais interessante. E isso acontece muito quando você ouve uma música e ela não sai da sua cabeça por um tempo. E o negócio fica melhor ainda quando você sente a emoção sendo transmitida pela voz.




Pra mim, é o caso de uma cantora que conheci através de um programa americano chamado The Voice. O nome dela é Vicci Martinez. Fiquei curioso desde sua primeira apresentação quando ela cantou Rolling in the deep, música conhecida pela voz da também cantora Adele. Foi algo inspirador e emocionante tanto que rendeu um post só sobre esse momento. Antes de conhecer o potencial vocal dela, vi um pequeno depoimento no qual ela fala um pouco sobre sua história de vida e, principalmente, a relação com seu pai, já falecido, e que sempre foi um grande incentivador dos seus sonhos. Após isso, os jurados do The Voice tiveram uma grata surpresa com a voz poderosa e cheia de emoção desta jovem cantora. A história da música fala sobre amor partido e a superação por trás dessa dor. É incrível como ela vai crescendo na música de acordo com a letra. No começo é suave, mas com ritmo. Depois, é como um ``soco na cara``.

Antes de continuar falando mais sobre a trajetória de sucesso dela, vale a pena explicar algumas coisas sobre o programa The Voice para quem ainda não conhece ou não leu os posts anteriores sobre o assunto. O formato é um pouco parecido com American Idol, que aqui no Brasil foi conhecido pela sua versão exibida primeiro no SBT e atualmente na Rede Record. A principal diferença é percebida logo de cara quando os jurados Christina Aguilera, Cee Lo Green, Adam Levine (Maroon 5) e Blake Shelton conhecem os candidatos apenas pela voz, pois estão sentados de costas para eles. De inicio, parecia estranho, mas a idéia era justamente essa para dar cada vez mais importância ao talento vocal. Caso algum jurado gostasse de um candidato, ele apertava um botão vermelho em sua cadeira que virava para que ele pudesse assistir de frente a apresentação. Além disso, ele também se candidatava para ser treinador daquele candidato. E foi o que aconteceu com Cee Lo e Vicci. Parecia coisa do destino, mas essa parceria realmente funcionou muito e fez crescer ainda mais o talento desta pequena cantora de grande talento.





Um exemplo disso foi na segunda fase do programa quando ocorreram os duetos entre candidatos que eram treinados pelo mesmo artista. Cee Lo escolheu Niki Dawson para cantar ao lado de Vicci a música Fuckin' Perfect, da Pink. As duas arrasaram naquela noite, pois suas vozes se encaixavam com perfeição. Por causa do talento das duas, acredito que não tinha como ter sido diferente. E a música falava sobre auto-estima e como nunca devemos deixar ninguém nos fazer sentir mal por sermos diferentes.





Mais adiante tivemos Vicci voltando a cantar solo no programa. Dessa vez, foi o momento de interpretar uma música bem antiga chamada Jolene, gravada em 1974 por Dolly Parton. Assisti um vídeo esses dias da versão original para fazer uma comparação. Cheguei a conclusão de que a versão feita por Vicci deu uma nova cara pra música assim como um tom mais envolvente. Independente se você ouve e entende a letra sem precisa buscar a tradução, a sensação de conseguir imaginar as cenas que se desenvolvem na história contada pelos versos é inevitável.



Um pouco mais próximo da final do programa houve uma apresentação bem mais diferente e agitada com direito ao uso de tambor para compor o ritmo. Dessa vez, a música escolhida é Dog Days Are Over, do grupo Florence and the machine. Com um visual totalmente diferente do que todos estavam acostumados até então, ela não só cantou muito como pulou e tomou conta do palco com toda aquela energia de quem parece cantar um hino de guerra. O lado guerreira estava lá como nunca e não era apenas na voz. Quando assisti pela primeira vez, vi que havia no palco alguém determinado a vencer, que vai com tudo o que tem e supera obstáculos com muita força de vontade. Afinal, música é a paixão dela e esse sentimento sempre a motivou como nunca.



Em um dos últimos episódios, o público teve a oportunidade de vê-la cantar e interpretar a música Afraid to Sleep que, segundo o que pesquisei, foi gravada inicialmente pela cantora Dido em um dos seus álbuns. Com um tom mais sombrio e triste, Vicci faz uma apresentação carregada de emoção sobre o medo de dormir, tema com o qual ela se identificou pelo fato de ter dormido cada vez menos nos dias anteriores as últimas apresentações. De todas as músicas citadas neste post, essa certamente tem sido a que ficou mais ``grudada`` na minha cabeça. Não sei bem explicar por que, pois não tenho uma relação forte com o tema. No entanto, não consigo negar o quanto essa interpretação é envolvente, capaz de me fazer viajar junto com a história como se estivesse vendo um filme de suspense.

Enfim, a música tem mesmo esse poder de envolver as pessoas, mexer com as emoções delas e ainda por cima acrescentar elementos à imaginação. Também por isso, é que o talento tão notável de Vicci Martinez a faça brilhar tanto no palco tornando-a um grande sucesso.


OBS: Sinto muito por alguns videos não terem as apresentações completas, mas infelizmente não encontrei nenhum no Youtube. De qualquer modo, vale a pena do mesmo jeito pois assim vocês podem conhecer mais a voz dela.


08 maio 2011

A voz

Vicci Martinez, uma das candidatas do programa.



Confesso que sempre gostei muito de programas musicais no qual cantores e até mesmo grupos anônimos tem que mostrar seus talentos para um grupo de jurados. Esse tipo de fórmula televisiva dá muito certo. Envolve uma mistura bem interessante de emoção, história de vida, curiosidade e, é claro, boa música. Já assisti Ídolos (na época do SBT), um pouco do Fama (Globo) e também algumas apresentações nos programas do Raul Gil. Fui mais além e busquei alguns vídeos no Youtube com clipes do Americanl Idol e The X Factor, mas hoje fui surpreendido com um programa muito interessante chamado The Voice.


Pelo que descobri, a idéia é inovadora, tendo como jurados 4 nomes bem conhecidos, de estilos diferentes, da música americana como jurados. Christina Aguilera, Cee Lo Green, Adam Levine (Maroon 5) e Blake Shelton escolherão seus candidatos sem poder vê-los e assim basearão a decisão apenas na voz. Enquanto cada candidato se apresenta no palco, eles tem a sua cadeira giratória virada primeiramente de costas para o mesmo enquanto esse (a) faz a sua apresentação. Se gostar, o jurado aperta um botão e a cadeira vira para que possa ver o rosto de quem escolheu. Se mais de um jurado apertar o botão, o candidato então terá que escolher quem irá ser seu treinador. Ou seja, é algo muito além dos programas citados já que esses jovens talentos terão a grande oportunidade de serem aperfeiçoados por músicos profissionais, alguns dos quais eles cresceram ouvindo, e assim terão seus talentos lapidados. O objetivo é encontrar a voz para ser o próximo sucesso a brilhar sob os holofotes. Não sem antes passar por muita competição ao lado de vários outros talentos, cada um tão diferente do outro.



Não vou detalhar mais do que isso, pois já falei o suficiente do programa, espero que o bastante para aguçar a curiosidade. Digo isso, pois estou ansioso para assistir as próximas atrações e acho mesmo, de coração, que vale muito a pena divulgar uma atração tão legal e diferenciada como essa. Afinal, depois de tanto tempo assistindo programas desse tipo, senti a vontade de encontrar algo novo. E o que mais me chamou atenção foi justamente essa parte de não poder ver o rosto da pessoa que canta. Querendo ou não, acho que muito dos jurados desses outros programas julgam o ``pacote`` por assim dizer e meio que esquecem do essencial. Claro que o figurino e aparência são elementos que compõem um artista pop e certamente são grandes chamativos para que esse continue brilhando. No entanto, o mundo está cheio de gente bonita e que se veste bem, mas que na hora de cantar é uma grande decepção. Posso citar nomes o dia inteiro, o seria uma grande perda de tempo, fora o fato de que não vou desrespeitar o gosto musical de niguém, pois acredito que gosto não se discute e devemos respeitar o de todo mundo.

Enfim, encerro aqui esse meu longo post de divulgação de um programa que faço questão de divulgar para vocês. Caso se interessem, é possível baixar as duas primeiras edições já exibidas pela NBC no site Amo Séries. Procurem na página inicial ou na parte de séries atuais pelo nome The Voice. Uma dica é utilizar o comando Control + F para facilitar a busca.

Agora, conheçam alguns dos candidatos da primeira fase:



20 julho 2009

Espantando os males


Certa vez tive a oportunidade de escrever sobre a energia musical e como essa é um importante emissor e transmissor de positividade. Lembro que naquela ocasião eu me divertia bastante com algo que adoro fazer até hoje: cantar. Mas era só para mim mesmo tanto na frente do computador como em outros ambientes mais ``solitários``, o que com certeza não mudava em nada a sensação de prazer inevitável que eu sentia toda vez que cantava as minhas músicas preferidas. No entanto, tive a oportunidade de descobrir essa noite mesmo o quanto vale a pena se arriscar levando sua vontade de cantar para outros palcos. No caso em questão, o de um karaokê.
A vergonha e o medo de pagar um mico geral, quem sabe um King Kong, sai pela boca em forma de letras cantadas com alegria e descontração para quem, como diz o ditado, quer espantar os males de sua vida. Mesmo quando a voz não é bonita, o que com certeza é o meu caso, o importante é se divertir sem se importar com vaias e erros de sincronia.
Cantar é muito mais do que aparenta. É uma viagem pela imaginação transformando cantores ou cantoras definidos pelo amadorismo em profissionais prontos para brilhar com um microfone na mão. Para quem se envolve com a letra de uma música, cantar é também uma autoconexão. Em outras palavras, é uma poesia do som.
A música, essa forma de diálogo única, tem como objetivo passar mensagens criadas muitas vezes com o intuito de fazer com que o receptor/ouvinte tenha a oportunidade de refletir sobre palavras que expressam e compartilham experiências de quem as dá vida. Dependendo da ocasião, isso pode te tocar o coração deixando bem claro que esse orgão do corpo humano tem uma sensibilidade diferenciada.
Há várias músicas que adoro cantar, uma delas inclusive ajuda a ilustrar um pouco a idéia que busquei passar neste texto. Segue um trecho dela: ``Então deixa a música controlar sua mente. Apenas relaxe e você descobrirá. Você vai voar para longe. Fico feliz que você esteja no meu caminho. Adoro enquanto estamos viajando juntos. A música é tocada para o amor. Viajar é feito para o amor. Adoro quando estamos viajando juntos.`` (Cruisin de Huey Lewis & Gwyneth Paltrow no filme ``Duets``)

26 junho 2009

Michael na terra do nunca


Caros leitores, apesar da triste noticia da morte repentina de um dos maiores nomes da música mundial devo confessar que o fato em si não me abalou tanto como imaginei. Talvez por enxergar hoje de uma forma diferente essa certeza tão inevitável da vida que é a morte. Não sei, sinceramente. Mesmo assim, estive pensando em algo que todos dizem nessas horas e, por incrível que pareça, é a pura verdade. Trata-se daquele momento em que um ombro amigo lhe conforta e faz enxergar os momentos marcantes da pessoa que se foi, tudo isso para trazer a tona nas lembranças imagens mais positivas e significativas emocionalmente.
Tá, eu sei, a questão aqui não é sobre pessoas próximas que se vão. Não, não mesmo. Mas como admirador de Michael Jackson, principalmente pelas músicas que marcaram minha infância, não posso deixar passar ``quieto`` a oportunidade de registrar o meu olhar sobre o ocorrido, além de uma reflexão sobre o mesmo.
Sem sombra de dúvida, me divertia muito quando essa estrela da música brilhava nas rádios, clipes e palcos da vida. Tenho certeza que não fui o único. Ele andava pela lua para trás em ``Billie Jeans``, virava monstro-zumbi em ``Thriller`` , inventou a briga com dança em ``Beat It`` e mostrou que é ser mal em ``Bad``. Jackson foi um artista criativo e inesquecível seja pelas suas danças, sua marca registrada, ou pelos temas abordados em suas letras.
Outro aspecto de sua carreira (ou seria vida?) é a relação dele com a infância, algo que infelizmente esteve muito relacionado a polêmicas envolvendo acusações de pedofilia. Mesmo não considerado um fã daqueles, não consigo acreditar que o astro pop fosse mesmo culpado por todo que fora acusado, mesmo com indícios fortes. Isso me torna bem parcial, obviamente. Mas não é esse ponto que quero tocar e sim na faceta ``Peter Pan`` de Michael Jackson. Assim como o próprio declarou em entrevistas, não pode aproveitar a sua infância como toda criança normal. Por isso, uma compensação tardia através de parques de diversões, brincadeiras, entre outras coisas. Particularmente, acredito que nossa criança nunca morre, independente dos números que são acrescentados em nossa idade. É isso que torna a vida mais leve e com um sabor diferente.
Enfim, é dessa forma que encerro meu texto-reflexão homenageando uma figura marcante em meu passado. A morte é certamente um acontecimento trágico e triste. Isso é fato e todos sabemos disso, mas a vida continua e as lembranças do tempo em que Michael Jackson esteve entre nós permanecem vivas em nossas memórias eternamente podendo ser resgatadas através de sons e cores do pop não importando se são pretas ou brancas. Agora o Rei do pop dança na lua da terra do nunca.

01 fevereiro 2009

A energia musical



Acho que de tudo o que já escrevi até hoje aqui no blog, esse é com certeza um dos temas mais gostosos de escrever. Mesmo que a música não esteja entre as minhas maiores paixões e atividades, ela é sem sombra de dúvida uma presença constante na minha memória do coração. Digo isso após perceber a energia cada vez mais maravilhosa desse tipo arte. Cantar é uma atitude libertadora e emissora de boas energias, seja para os especialistas e profissionais da área (cantores, cantoras e bandas) ou para os desafinados como eu e tantos outros.
Obviamente não posso continuar escrevendo aqui sem antes revelar meus gostos musicais e a minha admiração nada secreta pela talentosa cantora que ilustra muito bem esse texto. Seu nome é Silvia Prata e, além de ser umas das minhas melhores amigas e também uma das responsáveis pelo apoio em continuar com esse blog, também é alguém que batalha pelo seu sonho assim como tantos e tantos outros que estão na estrada há muito tempo. Para quem quer construir uma carreira e lutar pelo sonho de estar nos palcos e cantar para o público, é preciso ter não só o talento como disciplina, humildade e perseverança para tornar isso realidade. Outro ponto interessante e fundamental para se curtir a voz e o som de alguém é como isso te toca pessoalmente. Certa vez tive a excelente oportunidade de ver um vídeo em que essa cantora dá a sua interpretação para a música ``Sem Ar`` e, com o perdão do trocadilho, fiquei sem palavras por causa da emoção
Sempre gostei de rock, mesmo quando curtia mais música pop. E a lista é variada em nomes como: Aerosmith, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Gun´s and Roses, Foo Fighters, Titãs, Ira, RPM, entre outros. Qualquer pessoa mais com mais conhecimento musical pode ler esse nomes e afirmar que se trata de um rock mais pop. Sendo assim, nem entro nesses termos mais específicos por não ser um profundo conhecedor do assunto. Amo música pela energia que o som passa, independente de estilo, e adoro mais ainda quando ouço sem cansar cds aos quais julgo inesquecíveis ou nada enjoativos. Entre esses estão bandas aos quais me apaixonei pelo seu som a primeira ``ouvida`` (se é que o termo existe) tais como: ``Rosas e Vinho Tinto``, ``Gigante``, ``Eu nunca disse Adeus`` e o ``Acústico MTV``, ambos do Capital Inicial, a minha banda favorita. Isso sem citar o ótimo show ao vivo da banda realizado em Brasília recentemente.
Posso dizer que sou eclético, daqueles que curtem ouvir de tudo um pouco. Quando criança fui um dos fãs do rei do pop Michael Jackson, principalmente os álbuns com seus maiores sucessos como ``Trilher``,``Bad`` e ``Dangerous``. Com o passar do tempo, mais alguns anos da pré-adolescência, vêm as boy-bands Bacstreet Boys e N´sync; cantoras como Chirstina Aguilera. Resumindo, música pop, aquele estilo musical que muitas vezes nos chama mais a atenção auditiva pelo ritmo muitas vezes fácil, principalmente graças a rimas e refrões decoráveis. Isso mostra uma faceta da música, a do entretenimento. Claro, nem tudo na musica pop é assim. Por isso, não se pode generalizar. Também não posso esquecer os cds ``All Right Reasons`` e Silver Side up``, ambos da banda Nickelback, o acústico da banda The Corrs e ``Songs About Jane``, do Marron5. 
Música é a arte do som, também apreciada pelo coração. Ativa a memória trazendo lembranças das mais variadas, boas ou ruins, nos traz alegria, dá vontade de pular e sacudir a poeira para dar a volta por cima. Como o próprio ditado diz, cantar espanta os males. Isso é fato. E também emite uma boa energia para quem canta. Uma sensação boa como sentir o gosto da chuva lhe abençoando ou o sol lhe dando bom dia.