O mundo lá fora está cada vez mais barulhento. Existem muito mais pessoas querendo falar em comparação com aquelas dispostas a ouvir. Parece uma briga e em muitos momentos do cotidiano vira até guerra. É o caso do som ensurdecedor de uma sinfonia nada agradável tampouco harmônica de um trânsito em horário de pico. Uma festa abastecida de bebidas e muitas conversas paralelas feitas em grupos. O quinto dia útil numa agência bancária. Com tanto caos por ai, o tempo se torna algo cada vez mais escasso. Se vai com uma rapidez impressionante como se minutos tivessem a velocidade de segundos.
No entanto, quando uma voz se cala poucos realmente notam sua ausência. E quando notam, apenas tentam trazê-la de volta ao jogo mesmo sem saber o porque do sumiço aparentemente repentino do seu som. O mais engraçado de toda essa história é o incômodo das pessoas com o silêncio como se esse fosse uma novidade ou até mesmo uma transgressão.
Você trapaceia as regras do jogo e ao mesmo tempo se protege. Seria então um crime defender sua própria natureza?
Acredito que uma boa música é aquela que toca você de alguma forma. Não importa o tema, a melodia encontra um meio de atingir este objetivo. O fato é que existe um conjunto de fatores que possibilita isso. Um deles é o que você sente enquanto ouve, pois seus ouvidos são como portas de entrada para receber esse tipo de mensagem. O som entra por eles e faz o caminho até chegar ao coração que, por sua vez, bate de acordo com o ritmo.
Graças a sua capacidade de interpretação, você não só sente essa vibração como alimenta sua mente para a criação de sonhos ou até mesmo cenários que combinem com a música. Confesso que é um exercício de imaginação bem divertido que torna tudo bem mais interessante. E isso acontece muito quando você ouve uma música e ela não sai da sua cabeça por um tempo. E o negócio fica melhor ainda quando você sente a emoção sendo transmitida pela voz.
Pra mim, é o caso de uma cantora que conheci através de um programa americano chamado The Voice. O nome dela é Vicci Martinez. Fiquei curioso desde sua primeira apresentação quando ela cantou Rolling in the deep, música conhecida pela voz da também cantora Adele. Foi algo inspirador e emocionante tanto que rendeu um post só sobre esse momento. Antes de conhecer o potencial vocal dela, vi um pequeno depoimento no qual ela fala um pouco sobre sua história de vida e, principalmente, a relação com seu pai, já falecido, e que sempre foi um grande incentivador dos seus sonhos. Após isso, os jurados do The Voice tiveram uma grata surpresa com a voz poderosa e cheia de emoção desta jovem cantora. A história da música fala sobre amor partido e a superação por trás dessa dor. É incrível como ela vai crescendo na música de acordo com a letra. No começo é suave, mas com ritmo. Depois, é como um ``soco na cara``.
Antes de continuar falando mais sobre a trajetória de sucesso dela, vale a pena explicar algumas coisas sobre o programa The Voice para quem ainda não conhece ou não leu os posts anteriores sobre o assunto. O formato é um pouco parecido com American Idol, que aqui no Brasil foi conhecido pela sua versão exibida primeiro no SBT e atualmente na Rede Record. A principal diferença é percebida logo de cara quando os jurados Christina Aguilera, Cee Lo Green, Adam Levine (Maroon 5) e Blake Shelton conhecem os candidatos apenas pela voz, pois estão sentados de costas para eles. De inicio, parecia estranho, mas a idéia era justamente essa para dar cada vez mais importância ao talento vocal. Caso algum jurado gostasse de um candidato, ele apertava um botão vermelho em sua cadeira que virava para que ele pudesse assistir de frente a apresentação. Além disso, ele também se candidatava para ser treinador daquele candidato. E foi o que aconteceu com Cee Lo e Vicci. Parecia coisa do destino, mas essa parceria realmente funcionou muito e fez crescer ainda mais o talento desta pequena cantora de grande talento.
Um exemplo disso foi na segunda fase do programa quando ocorreram os duetos entre candidatos que eram treinados pelo mesmo artista. Cee Lo escolheu Niki Dawson para cantar ao lado de Vicci a música Fuckin' Perfect, da Pink. As duas arrasaram naquela noite, pois suas vozes se encaixavam com perfeição. Por causa do talento das duas, acredito que não tinha como ter sido diferente. E a música falava sobre auto-estima e como nunca devemos deixar ninguém nos fazer sentir mal por sermos diferentes.
Mais adiante tivemos Vicci voltando a cantar solo no programa. Dessa vez, foi o momento de interpretar uma música bem antiga chamada Jolene, gravada em 1974 por Dolly Parton. Assisti um vídeo esses dias da versão original para fazer uma comparação. Cheguei a conclusão de que a versão feita por Vicci deu uma nova cara pra música assim como um tom mais envolvente. Independente se você ouve e entende a letra sem precisa buscar a tradução, a sensação de conseguir imaginar as cenas que se desenvolvem na história contada pelos versos é inevitável.
Um pouco mais próximo da final do programa houve uma apresentação bem mais diferente e agitada com direito ao uso de tambor para compor o ritmo. Dessa vez, a música escolhida é Dog Days Are Over, do grupo Florence and the machine. Com um visual totalmente diferente do que todos estavam acostumados até então, ela não só cantou muito como pulou e tomou conta do palco com toda aquela energia de quem parece cantar um hino de guerra. O lado guerreira estava lá como nunca e não era apenas na voz. Quando assisti pela primeira vez, vi que havia no palco alguém determinado a vencer, que vai com tudo o que tem e supera obstáculos com muita força de vontade. Afinal, música é a paixão dela e esse sentimento sempre a motivou como nunca.
Em um dos últimos episódios, o público teve a oportunidade de vê-la cantar e interpretar a música Afraid to Sleep que, segundo o que pesquisei, foi gravada inicialmente pela cantora Dido em um dos seus álbuns. Com um tom mais sombrio e triste, Vicci faz uma apresentação carregada de emoção sobre o medo de dormir, tema com o qual ela se identificou pelo fato de ter dormido cada vez menos nos dias anteriores as últimas apresentações. De todas as músicas citadas neste post, essa certamente tem sido a que ficou mais ``grudada`` na minha cabeça. Não sei bem explicar por que, pois não tenho uma relação forte com o tema. No entanto, não consigo negar o quanto essa interpretação é envolvente, capaz de me fazer viajar junto com a história como se estivesse vendo um filme de suspense.
Enfim, a música tem mesmo esse poder de envolver as pessoas, mexer com as emoções delas e ainda por cima acrescentar elementos à imaginação. Também por isso, é que o talento tão notável de Vicci Martinez a faça brilhar tanto no palco tornando-a um grande sucesso.
OBS: Sinto muito por alguns videos não terem as apresentações completas, mas infelizmente não encontrei nenhum no Youtube. De qualquer modo, vale a pena do mesmo jeito pois assim vocês podem conhecer mais a voz dela.
Confesso que sempre gostei muito de programas musicais no qual cantores e até mesmo grupos anônimos tem que mostrar seus talentos para um grupo de jurados. Esse tipo de fórmula televisiva dá muito certo. Envolve uma mistura bem interessante de emoção, história de vida, curiosidade e, é claro, boa música. Já assisti Ídolos (na época do SBT), um pouco do Fama (Globo) e também algumas apresentações nos programas do Raul Gil. Fui mais além e busquei alguns vídeos no Youtube com clipes do Americanl Idol e The X Factor, mas hoje fui surpreendido com um programa muito interessante chamado The Voice.
Pelo que descobri, a idéia é inovadora, tendo como jurados 4 nomes bem conhecidos, de estilos diferentes, da música americana como jurados. Christina Aguilera, Cee Lo Green, Adam Levine (Maroon 5) e Blake Shelton escolherão seus candidatos sem poder vê-los e assim basearão a decisão apenas na voz. Enquanto cada candidato se apresenta no palco, eles tem a sua cadeira giratória virada primeiramente de costas para o mesmo enquanto esse (a) faz a sua apresentação. Se gostar, o jurado aperta um botão e a cadeira vira para que possa ver o rosto de quem escolheu. Se mais de um jurado apertar o botão, o candidato então terá que escolher quem irá ser seu treinador. Ou seja, é algo muito além dos programas citados já que esses jovens talentos terão a grande oportunidade de serem aperfeiçoados por músicos profissionais, alguns dos quais eles cresceram ouvindo, e assim terão seus talentos lapidados. O objetivo é encontrar a voz para ser o próximo sucesso a brilhar sob os holofotes. Não sem antes passar por muita competição ao lado de vários outros talentos, cada um tão diferente do outro.
Não vou detalhar mais do que isso, pois já falei o suficiente do programa, espero que o bastante para aguçar a curiosidade. Digo isso, pois estou ansioso para assistir as próximas atrações e acho mesmo, de coração, que vale muito a pena divulgar uma atração tão legal e diferenciada como essa. Afinal, depois de tanto tempo assistindo programas desse tipo, senti a vontade de encontrar algo novo. E o que mais me chamou atenção foi justamente essa parte de não poder ver o rosto da pessoa que canta. Querendo ou não, acho que muito dos jurados desses outros programas julgam o ``pacote`` por assim dizer e meio que esquecem do essencial. Claro que o figurino e aparência são elementos que compõem um artista pop e certamente são grandes chamativos para que esse continue brilhando. No entanto, o mundo está cheio de gente bonita e que se veste bem, mas que na hora de cantar é uma grande decepção. Posso citar nomes o dia inteiro, o seria uma grande perda de tempo, fora o fato de que não vou desrespeitar o gosto musical de niguém, pois acredito que gosto não se discute e devemos respeitar o de todo mundo.
Enfim, encerro aqui esse meu longo post de divulgação de um programa que faço questão de divulgar para vocês. Caso se interessem, é possível baixar as duas primeiras edições já exibidas pela NBC no site Amo Séries. Procurem na página inicial ou na parte de séries atuais pelo nome The Voice. Uma dica é utilizar o comando Control + F para facilitar a busca.
Agora, conheçam alguns dos candidatos da primeira fase: